D segundo o governante italiano, os dois voos devem ter como destinos Londres e Madrid, levando os membros da flotilha que tinham como objetivo fornecer ajuda humanitária à Faixa de Gaza, incluindo quatro cidadãos portugueses que foram detidos pelas autoridades israelitas entre a noite de quarta-feira e a manhã de hoje.
“Madrid e Londres fizeram pedidos, mas vamos aguardar”, afirmou Tajani em uma audiência parlamentar em Roma, onde atualizou o número de ativistas italianos detidos para 40.
As forças israelitas interceptaram a Flotilha Global Sumud, composta por cerca de 50 embarcações, que se dirigia à Faixa de Gaza para entregar assistência humanitária, capturando seus participantes, como a líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício e os ativistas Miguel Duarte e Diogo Chaves.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, expressou sua esperança de que os cidadãos portugueses possam retornar ao país “sem nenhum incidente”, considerando que a mensagem da missão humanitária foi passada.
Os integrantes da flotilha foram inicialmente levados para o porto de Ashdod e, conforme Tajani, a intenção é concluir a transferência para uma prisão em Bersheba hoje à noite, após o feriado do Yom Kippur.
A embaixada italiana planeja começar as visitas aos seus cidadãos na manhã de sexta-feira e retomar as atividades no domingo, após o Shabat.
O ministro das Relações Exteriores da Itália também informou sobre a situação do navio “Karma”, que transportava o deputado do Partido Democrático (PD) Arturo Scotto e a eurodeputada Annalisa Corrado, que se separou do restante da flotilha e se dirigia para o porto israelense de Ashdod.
A eurodeputada da Aliança Verde-Esquerda, Benedetta Scuderi, e o senador do Movimento 5 Estrelas (M5S) Marco Croatti, que estavam a bordo do barco “Morgana”, foram alguns dos primeiros membros da flotilha a serem detidos e levados para identificação.
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