A informação foi divulgada pelo ministro durante um discurso na cerimônia de entrega de diplomas aos novos sargentos do quadro permanente do exército português, realizada nas Caldas da Rainha, sem, no entanto, especificar o período a que se referem esses dados.
Nuno Melo destacou que a mudança no ciclo de recrutamento, “depois de dez anos com os números sempre a cair”, é fruto das decisões do atual Governo, elogiando o fato de que hoje “mais jovens optam por se juntar às Forças Armadas do que militares que decidem sair”.
“As novas adesões correspondem a mais um batalhão. Isso significa que as Forças Armadas, na visão dos jovens portugueses, são atualmente mais atraentes e valorizadas”, afirmou.
Para o ministro, essa transformação entre os jovens portugueses требует que as Forças Armadas “estejam à altura” para assegurar que os novos recrutas saibam que “podem construir uma carreira em áreas que são promissoras” com oportunidades tecnológicas e “disruptivas” que “não se encontram em outras áreas nem em outros campos”.
O fenômeno do recrutamento tem se mostrado uma das principais dificuldades das Forças Armadas portuguesas nos últimos anos, com uma queda contínua no número de efetivos. O ministro da Defesa, durante o mandato anterior, já havia reconhecido essa questão como uma prioridade.
No mês de outubro de 2024, Nuno Melo já havia comunicado que o número de inscrições para as Forças Armadas havia aumentado, destacando que, após oito anos de queda nos números de recrutamento e retenção de militares, “o ciclo se inverteu”.
“Após oito anos em que os números de recrutamento e retenção continuavam a cair, notamos já, pela primeira vez em muitos anos, a inversão desse ciclo”, revelou Nuno Melo durante uma audiência na comissão parlamentar de Defesa Nacional.
O ministro da Defesa observou, no entanto, que possui a “prudência necessária” para considerar que é essencial esperar “que o tempo passe para que essa tendência se prove consistente e, assim, alcançar o objetivo de cerca de 30 mil militares nas Forças Armadas que o Governo estabeleceu até o fim da legislatura”.
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