Com a distinção de nove instituições, Gondomar destacou-se como o município com o maior número de certificações na 8.ª edição do Selo Protetor (2025/2027). Este reconhecimento nacional premia organizações públicas e privadas que implementam práticas eficazes na defesa e promoção dos direitos das crianças e jovens. A cerimónia de entrega do Selo Protetor, organizada pela Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, teve lugar ontem, dia 7, no Auditório Municipal de Gondomar, congregando as entidades premiadas de norte a sul do país.
O Selo Protetor é um mecanismo de fortalecimento e valorização institucional, destinado a entidades que atuam na área da infância e juventude. Este selo promove uma cultura organizacional focada na prevenção de situações de risco, na identificação precoce de sinais de perigo, na implementação de boas práticas internas e no reforço da colaboração dentro do sistema de proteção.
Nesta edição, foram premiadas um total de 47 entidades a nível nacional, entre elas as nove do concelho de Gondomar, evidenciando um avanço significativo na participação local, especialmente após a edição anterior, que contou com a certificação de apenas duas organizações. As entidades de Gondomar que receberam a distinção nesta edição foram a Academia Ramos Pinto – Costeira Mendes Esteves Pinto Lda., o Agrupamento de Escolas Infanta D. Mafalda, o Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, a Associação Social Recreativa e Cultural Bem Fazer Vai Avante, o Centro Social Paroquial de S. João da Foz do Sousa, o Colégio da Quinta Inglesa, a Creche Infantário O Teu Filho, a Escola Secundária de São Pedro da Cova e a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Vera Cruz de Gondomar.
A cerimónia contou com a presença da Vereadora da Coesão Social da Câmara Municipal de Gondomar, Ana Luísa Gomes, da Presidente da Comissão Nacional, Ana Isabel Valente, e da Presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Gondomar, Inês Queirós, além de representantes das entidades premiadas a nível nacional e das suas respectivas CPCJ.
A Vereadora da Coesão Social, Ana Luísa Gomes, enfatizou a importância do Selo Protetor dos Direitos da Criança, afirmando que “este selo protetor, para além da simbologia que acarreta é, sobretudo, a confirmação de um compromisso real, assumido no terreno, por entidades que estão próximas das crianças, das famílias e das comunidades”. A autarca também destacou a relevância do trabalho em conjunto, afirmando que “este caminho não se faz sozinho, faz-se em rede, com articulação e com forte sentido de missão”. Acerca da evolução no concelho, sublinhou que “o resultado fala por si: nove entidades certificadas, o maior número registado a nível nacional nesta edição”. Ana Luísa Gomes reiterou o compromisso na área, enfatizando que “para o Município de Gondomar, este reconhecimento é também um incentivo para continuar a investir na prevenção, na articulação entre entidades, no apoio às famílias e na promoção de uma verdadeira cultura de proteção da infância e da juventude”.
A Presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, Ana Isabel Valente, explicou que a realização da cerimónia nacional em Gondomar está diretamente ligada ao número de entidades certificadas no concelho, afirmando que “estamos em Gondomar porque, em 2025, nove entidades do concelho receberam a certificação, tornando Gondomar o concelho com o maior número de entidades reconhecidas nesta edição”. A responsável ainda destacou o caráter fundamental do Selo Protetor, sublinhando que “mais do que um selo, é uma oportunidade de autodiagnóstico e de capacitação, ajudando as instituições a criar ambientes seguros e protetores”.
A Presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Gondomar, Inês Queirós, fez notar a importância da distinção, referindo que o Selo Protetor “simboliza compromisso, responsabilidade e ação concreta na promoção e defesa dos direitos das crianças”, sublinhando que este reconhecimento “é fruto de uma visão partilhada, de um esforço conjunto e de uma profunda consciência social” por parte das entidades envolvidas.
Um dos momentos centrais do evento foi um debate intitulado “Os Desafios do Selo Protetor”, que contou com a participação de representantes de entidades certificadas em edições passadas e de novas entidades certificadas, incluindo alunos e professores, promovendo a troca de experiências, boas práticas e os desafios relacionados à proteção dos direitos das crianças.
As entidades premiadas de norte a sul do país também subiram ao palco, onde receberam o certificado e a bandeira do Selo Protetor dos Direitos da Criança, válidos para o biénio 2025/2027, num momento simbólico de reconhecimento público do trabalho realizado em diversas realidades de vida das crianças e jovens.
A realização da cerimónia nacional em Gondomar reafirma a relevância do trabalho em rede no domínio da infância e juventude, valorizando a participação ativa das entidades locais e o seu compromisso contínuo na criação de ambientes mais seguros, inclusivos e apropriados para o desenvolvimento das crianças e jovens.







