Numa intervenção durante a cerimônia de entrega das espadas aos novos oficiais do Exército português, realizada na Academia Militar em Lisboa, Nuno Melo descreveu o Palácio da Bemposta, construído por Dona Catarina de Bragança (rainha consorte de Inglaterra) no século XVIII e sede da Academia Militar, como um “patrimônio histórico de Portugal” que não pode “aceitar que esteja em risco”.
“Gostava de, nesta ocasião, anunciar publicamente o início das obras de recuperação e restauro destes espaços, com verbas do PRR, com vista também à sua futura musealização, abrindo-os a todos os portugueses”, afirmou o ministro da Defesa.
Essas obras têm como foco o restauro dos aposentos reais de D. João VI, que viveu no palácio, assim como a capela real anexada ao local.
Melo ressaltou que o intuito é “salvaguardar legados históricos, assegurando que sejam entregues às gerações futuras”, enfatizando que “todos têm a consciência de que este patrimônio não é apenas pedras”, mas sim “pedaços de tributo a algumas das páginas gloriosas escritas por soldados portugueses entre os séculos XVII e XIX”.
Em declarações à imprensa após o discurso, o ministro explicou que a musealização ocorrerá “a seu tempo”, lembrando que no próximo dia 10 de março marcará o bicentenário da morte do Rei D. João VI, considerando essa uma “excelente oportunidade para que Portugal conheça este monumento essencial”.
Ainda em seu pronunciamento, o governante destacou que, no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), estão sendo investidos 31 milhões de euros para a criação de alojamentos destinados a 600 famílias militares em várias localidades, além da modernização do Colégio Militar e do Instituto dos Pupilos do Exército.
“Estamos a investir no presente e no futuro da pátria portuguesa e talvez por isso, aos olhos dos jovens portugueses, as Forças Armadas sejam hoje mais atrativas, pois estão mais dignificadas. No Exército, os jovens podem agora construir uma carreira em áreas que são de futuro, eu diria até com oportunidades que não se encontram em outros setores”, afirmou.
Nuno Melo também dirigiu-se aos novos oficiais que receberam suas espadas neste dia, afirmando que este é um “dia maior”, em que herdam os feitos e sacrifícios de gerações de antigos alunos da Academia Militar que defenderam Portugal com “abnegação e lealdade”, solicitando que “liderem com o coração” e honrem o “símbolo maior de responsabilidade que lhes foi confiado”.
Leia Também: Defesa antiaérea em Portugal? “Não é uma preocupação, estamos a investir”



