Nuno Melo se defende de rumores falsos sobre aviões nas Lajes

Nuno Melo se defende de rumores falsos sobre aviões nas Lajes

“Para mim é surpreendente que uma informação que é falsa em seu cerne tenha conseguido circular durante 24 horas, a respeito de algo que não diz respeito a mim, pois não tem a ver com a Defesa Nacional, gerando percepções equivocadas nas pessoas e, talvez, no final do dia, se estranhe o crescimento dos extremismos.” foi a reação de Nuno Melo.

Nuno Melo fez essas declarações durante uma atividade de campanha em Viseu, enquanto liderava o CDS-PP, acompanhando o candidato nas eleições autárquicas de 12 de outubro, mas também foi abordado na rua em sua condição de governante.

<pEle se referiu, em suas declarações aos jornalistas, a uma suposta autorização que teria concedido para a passagem de caças F-35 rumo a Israel na Base das Lajes, nos Açores.

O Governo esclareceu que a passagem das aeronaves norte-americanas ocorreu sem que houvesse comunicação prévia ao chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, uma “falha de procedimento”, segundo informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), que busca determinar responsabilidades.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, destacou também que “o Governo não teve envolvimento em qualquer ato” que pudesse ser interpretado como venda de armamento militar a Israel.

“Lutar pela verdade é, cada vez mais, uma luta pela liberdade e pela democracia, pois as chamadas ‘fake news’, as notícias falsas, distorcem o regime democrático, comprometem o debate público e causam danos enormes, contribuindo realmente para o crescimento dos extremismos.” defendeu.

“Uma notícia sobre fatos que foram atribuídos a mim, que nunca realizei, sobre competências da Defesa Nacional que não existem, mas que ainda assim conseguiram circular, gerando essa percepção falsa e levando até a reações.” declarou.

Nuno Melo afirmou que um pedido de autorização para o pouso dos aviões nas Lajes é algo que “não existe” e “é totalmente absurdo.”

Hoje, o ministro da Defesa informou que não pode comentar um assunto que não pertence à sua área de responsabilidade e disse que o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros “já se pronunciaram sobre tudo.”

Lusa | 21:44 – 03/10/2025

O governante criticou ainda “comentadores de televisão, de renome” que afirmaram que o ministro da Defesa “autorizou, sem informar outra área do governo, o envio de caças. Isso é tão ridículo, tão falso, tão mentiroso, tão absurdo, que é impressionante como a mentira consegue se espalhar com tanta facilidade e que comentadores respeitados, ao falarem dela, tenham ares de sabedoria que deveriam envergonhá-los.”

“As mentiras não podem prevalecer, não podem criar percepções equivocadas. O debate público precisa de verdade; apenas assim poderá ser saudável, permitindo que as palavras cheguem tal como são destinadas, para que as escolhas dos eleitores sejam conscientes. Se a verdade é manipulada ou distorcida, aquilo que chega ao destinatário é mentira, e isso é absolutamente inaceitável em uma democracia,” argumentou.

Quando questionado se estaria disposto a ser ouvido no parlamento, o ministro da Defesa se considerou “parlamentar na essência.”

“Gosto muito de ir ao parlamento e estarei lá com satisfação, mas não sei o que teria a dizer sobre algo que não tem relação com a Defesa Nacional. Não é ridículo? Isso transforma o debate público em algo esotérico; parece que estamos vivendo em uma realidade paralela”, ressaltou.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) reconheceu na última quinta-feira uma falha de procedimento interno ao não ter sido informado pelos serviços sobre a passagem de aviões F-35 norte-americanos com destino a Israel pela base das Lajes, nos Açores.

O deslocamento das aeronaves, ocorrido em abril, recebeu um parecer favorável da AAN (Autoridade Aeronáutica Nacional), que depende do Ministério da Defesa Nacional, e teve “comunicação e autorização tácitas”, segundo o MNE.

A falha, conforme o Governo, impediu que houvesse um alerta em nível político que tivesse permitido a tomada de uma decisão contrária.

PS, PCP e Livre já anunciaram que vão convocar o chefe da diplomacia, Paulo Rangel, e também o ministro da Defesa, Nuno Melo, cuja demissão foi solicitada pelo Bloco de Esquerda, mas rejeitada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.

Leia Também: Críticas à flotilha? Melo esclarece que falou enquanto “líder do CDS”

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *