Mais de 3.000 pessoas protestam em Lisboa em apoio a Gaza

Mais de 3.000 pessoas protestam em Lisboa em apoio a Gaza


“Estavam previstas 500 pessoas, mas cerca de 3.000 compareceram ao final da manifestação. Um representante da polícia informou a agência Lusa que, no término do ato, esse número foi definitivamente superado”, relatou.

Joana Mortágua, irmã da deputada e coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, que se encontra detida em Israel desde o dia 1, também participou da manifestação.

Sem querer comentar sobre o processo, Joana Mortágua apenas confirmou à Lusa que as últimas informações que recebeu sobre sua irmã e os outros três portugueses detidos em Israel são de sexta-feira.

“Apesar da pressão internacional, Israel realizou novos bombardeios em Gaza hoje”, concluiu.

Entre os presentes na manifestação estavam o ex-líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, e o candidato do PCP às eleições presidenciais, António Filipe.

Em declarações à Lusa, Francisco Louçã destacou que o movimento em apoio a uma Palestina livre ganhou “uma dimensão imensa em todo o mundo”.

“É impossível deter esse movimento contra o governo de Israel, como se tem observado nas manifestações pela Europa”, afirmou.

Francisco Louçã também ressaltou que não há atualizações sobre os portugueses detidos que participaram na FlotilhaGlobalSumud desde sexta-feira.

Criticas direcionadas ao ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, foram ecoadas em breves discursos na Praça D. Pedro IV, no Rossio, acusando-o de “pactuar” com o “governo assassino de Israel”.

Durante a marcha pelas ruas de Lisboa, um dos gritos repetidos em uníssono foi “Paulo Rangel, Paulo Rangel, pau mandado de Israel”.

A palestiniana Serena Sabat, que se dirigiu aos manifestantes no Rossio, destacou o “genocídio” que Israel continua a perpetrar contra o povo palestiniano, afirmando que “o mundo inteiro” não pode permitir essa situação.

“Paulo Rangel liberta os nossos” e “Palestina Livre” foram os lemas mais pronunciados durante os discursos finais da manifestação, embora os participantes continuem mobilizados no Rossio.

No cruzamento da Rua Áurea com a Rua da Conceição, um transeunte provocou os manifestantes, resultando em uma resposta imediata da polícia, que formou uma barreira para prevenir possíveis agressões.

Os organizadores da manifestação também fizeram um apelo imediato à calma, enfatizando que se tratava de um evento por paz.

“Agora, agora, agora, agora que estamos juntas/ agora que estamos juntas/ agora que nos veem/ abaixo o sionismo que vai cair, que vai cair/ e viva a Palestina a resistir, a resistir”, foi o canto que ecoou no Rossio, acompanhado de palmas.

“Ocupa, bloqueia, pela Palestina” é outro dos gritos ouvidos pelos manifestantes que permanecem no Rossio, segurando bandeiras da Palestina e vislumbrando também alguns estandartes do Bloco de Esquerda.

Leia também: Esta estação do Rossio tomada por manifestantes. Brigada da PSP no local

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