Num relatório divulgado em comemoração ao Dia Internacional das Pessoas Idosas, a APAV destaca que, em média, cada idoso foi vítima de dois crimes simultaneamente e que mais de 53,9% das pessoas que receberam apoio eram novas vítimas. Os demais já estavam sob acompanhamento da associação.
Entre as vítimas, três em cada quatro são mulheres, e a faixa etária predominante é entre 65 e 74 anos, com maior incidência nos grupos de 65-69 anos (434 indivíduos) e 70-74 anos (350 indivíduos).
A violência doméstica corresponde a 81% dos casos, seguida de crimes como ameaças/coação, burla e ofensas à integridade física.
Em relação ao perfil dos agressores, 57,8% são homens. Os dados também revelam que em um terço das situações (33,5%), os agressores são filhos ou filhas das vítimas.
A violência ocorre principalmente na residência comum (53,9%) ou na casa da própria vítima (28,1%), segundo as informações da APAV.
A associação ressalta que esses crimes atingem pessoas idosas em todo o território nacional, lembrando que, entre janeiro e agosto, prestou assistência a vítimas em 175 (56,8%) dos 308 municípios portugueses.
Lisboa foi o distrito com o maior número de vítimas apoiadas (325), seguida por Braga (251), Faro (211), Porto (187), Setúbal (150), Vila Real (68), Santarém (58) e Coimbra (45). Na região dos Açores, 49 pessoas foram assistidas, e na Madeira, sete.
Os dados serão apresentados hoje no Seminário final do projeto “Portugal Mais Velho”, que está acontecendo em Lisboa e reúne especialistas, tomadores de decisão e representantes da sociedade civil para discutir os desafios do envelhecimento e a urgência de prever e combater a violência contra a população idosa.
Além disso, a APAV irá lançar uma nova campanha nacional de sensibilização, com o objetivo de alertar sobre as diversas formas de violência contra idosos e promover uma cultura de respeito, proteção e solidariedade entre as gerações.
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