Esta foi a principal argumentação apresentada por António Leitão Amaro durante a conferência de imprensa que ocorreu após a reunião do Conselho de Ministros, quando foi questionado sobre um incidente que envolveu os ministérios da Defesa e dos Negócios Estrangeiros – onde já foram admitidas falhas pelo ministério liderado por Paulo Rangel.
“O que aconteceu foi uma falha na avaliação dos serviços no que diz respeito à comunicação recebida dos Estados Unidos sobre a presença de aviões seus a sobrevoar, estacionar e operar na base das Lajes”, afirmou o ministro da Presidência.
No contexto apresentado, António Leitão Amaro sublinhou que tratar-se-ia de uma comunicação “ao abrigo de um mecanismo de aviso prévio, com um prazo bastante curto, e de uma análise ao nível administrativo feita pelos serviços, na qual já foi identificada uma falha”.
Esse erro, conforme destacou este integrante do governo, impediu que uma notificação fosse feita ao nível político.
“Com efeito, ocorreu uma falha a nível dos serviços – isso já foi reconhecido — que não resultou em uma decisão de oposição. É nesse aspecto que reside a falha da notificação para um nível político, para um possível tratamento distinto, que não ocorreu, em uma situação que foi comunicada como uma passagem e uso de equipamentos militares norte-americanos”, realçou.
<pEm seguida, o membro do governo tentou enfatizar a posição de Portugal em relação ao fim do conflito que envolve Israel e a necessidade de reconhecimento do Estado Palestiniano.
“A posição do governo português em relação ao conflito no Médio Oriente é bem conhecida, e os desenvolvimentos relevantes nesse contexto internacional têm sido significativos, onde Portugal, juntamente com países aliados próximos – como o Reino Unido e a França -, formalizou recentemente o reconhecimento do Estado da Palestina, numa lógica de respeito e consideração pela Autoridade Palestina”.
“Trata-se de uma decisão importante que está alinhada com a política externa de longa data de Portugal, porém, neste caso, é uma decisão histórica pois a ideia antiga dos dois Estados se concretiza com este reconhecimento formal”, concluiu.
António Leitão Amaro ainda avaliou que o governo português “tem se posicionado de maneira muito clara, com este primeiro-ministro e este ministro dos Negócios Estrangeiros, em relação às proibições e restrições à venda de armamento”.
“Portugal tem estado ativo nesse esforço internacional por paz e contribuição para encontrar uma solução”, acrescentou.
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