Um cidadão japonês que se encontrava a bordo de um veleiro “em risco de afundar” foi salvo na quarta-feira pela Marinha Portuguesa, ao largo de Caminha, no distrito de Viana do Castelo.
Em uma nota divulgada na quinta-feira, a Marinha informou que o homem, de 31 anos, participava da regata internacional ‘La Boulangère Mini Transat 2025’ quando ocorreu o incidente.
O alerta foi emitido pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa) e, posteriormente, foi constatado que “o veleiro, com um tripulante a bordo, estava com uma entrada de água e em risco de afundar, enquanto navegava a 111 milhas náuticas (cerca de 205 quilômetros) a noroeste de Caminha”.
O MRCC Lisboa então solicitou a ajuda de um navio mercante próximo e o velejador “foi rapidamente resgatado, sem necessidade de assistência médica”.
Na nota, a Marinha ressaltou que, “por meio dos seus Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo, assegura uma resposta contínua nos espaços marítimos sob sua responsabilidade a incidentes que possam ocorrer, 24 horas por dia, 365 dias por ano.”
Marinha salvou 388 vidas em 2024
A Marinha Portuguesa coordenou o resgate de 388 pessoas apenas no ano de 2024. Em um comunicado divulgado no dia 1 de janeiro, o ramo das Forças Armadas informou que, “através dos Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo (MRCC), registrou em 2024 um total de 437 ações de busca e salvamento, das quais 388 vidas foram salvas”.
No território continental, houve 248 ações de busca e salvamento, resultando em 263 pessoas salvas. Nos Açores, foram realizadas 162 ações de busca e salvamento com 96 pessoas resgatadas, enquanto na Madeira ocorreram 27 ações, com 29 vidas salvas.
O sucesso do sistema de busca e salvamento é atribuído à colaboração de diversas organizações e envolve a atuação de várias entidades, incluindo a Marinha, a Autoridade Marítima Nacional, a Força Aérea Portuguesa (FAP) e outras organizações que integram a Estrutura Auxiliar do Sistema Nacional de Busca e Salvamento, especialmente o Instituto Nacional de Emergência Médica – Centro de Orientação de Doentes Urgentes no Mar (INEM CODU-MAR), os Serviços Nacionais e Regionais de Proteção Civil e Bombeiros, as Administrações Marítimas e Portuárias, e o Sistema de Controle de Tráfego Costeiro, entre outros organismos.
A Marinha ainda destacou o “apoio fornecido por navios mercantes e embarcações de pesca nas operações de busca e salvamento, que desviam de suas rotas comerciais e suspendem suas atividades profissionais para oferecer o auxílio necessário, sempre sob a coordenação dos Centros Nacionais – MRCC Lisboa e MRCC Delgada”.
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