A tempestade Gabrielle fez a sua entrada no território continental português no último sábado, intensificando-se ao longo do dia. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera emitiu avisos meteorológicos reforçados, com destaque para o Porto, que neste domingo chegou a ter um alerta ‘vermelho’ devido à quantidade de chuva acumulada.O alerta de ‘vermelho’ foi ativo no Porto durante o dia.
No contexto das condições meteorológicas adversas, foram contabilizadas 129 ocorrências entre a meia-noite e as 7h, sendo que a maioria ocorreu na região Norte, com um total de 95 registos.
A região Centro registou 21 incidentes e na área de Lisboa e Vale do Tejo foram notificados 11.
Em contato com oNotícias ao Minuto, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) informou que, com a tempestade, não houve feridos, ao contrário do que aconteceu quando Gabrielle atingiu os Açores.
Quais são as áreas mais impactadas? E quais são as previsões subsequentes?
Ainda segundo a ANEPC, as inundações foram responsáveis pelo maior número de ocorrências, somando 59, além de 43 quedas de árvores e 23 estruturas danificadas.
Conforme declarado por Ângela Lourenço, meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em entrevista à SIC Notícias, a tempestade “deverá, por volta do meio-dia, cruzar para Espanha”, afetando as áreas de Castelo Branco e Portalegre.
“Após a passagem pela Espanha, o vento continuará a soprar com força e rajadas, especialmente na costa”, previu a meteorologista.
Vale lembrar que antes de atingir o continente, Gabrielle causou cerca de 200 incidentes nos Açores e deixou 16 pessoas desalojadas.
As previsões indicaram que a tempestade pós-tropical chegaria aos Açores como um furacão de categoria 1 – em uma escala que vai até 5 -, mas ao se aproximar das ilhas, foi classificada como depressão pós-tropical.
Os desalojados eram moradores das ilhas Terceira, São Jorge, Pico, Faial e Graciosa. No entanto, assim como no continente, não foram registados feridos.
A maioria dos incidentes também esteve relacionada a quedas de árvores ou de estruturas. As ilhas dos grupos Central (Pico, Faial, Graciosa, Terceira e São Jorge) e Ocidental (Flores e Corvo) receberam alertas vermelhos (a classificação mais severa em um sistema de três níveis) devido à precipitação, ventos fortes e agitação marítima.
A situação levou ao cancelamento de voos, incluindo alguns provenientes dos Estados Unidos, e o governo regional emitiu uma nova norma autorizando o fechamento de serviços e organismos públicos que não fossem essenciais.
Neste domingo, as ilhas estão enfrentando chuvas, embora a região não esteja sob alertas amarelos ou vermelhos.
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