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Ricardo Silva está presente na Tribuna VIP do Bola na Rede. Ele é treinador de futebol e já trabalhou em várias equipas em Portugal, como Paços de Ferreira, Vilaverdense, Fafe, Felgueiras, Pedras Salgadas e Vianense.
O Sporting apresentou-se com foco em conter o jogo interior do FC Porto, assim como muitas equipes têm feito nos últimos confrontos, mantendo uma vigilância cerrada sobre os dois meio-campistas centrais e preenchendo com os dois extremos o espaço no meio, destacando-se a escolha de Trincão pela esquerda, que proporciona solidez defensiva, mas compromete a dinâmica ofensiva, abrindo assim mais espaço para Samu, que não é tão hábil ao receber de costas para o gol adversário fora da área.
O FC Porto manteve sua postura habitual defensiva, aplicando pressão alta sobre a saída de bola do adversário e, em determinados momentos, deixou transparecer um jogo mais psicológico por parte do Sporting, que sentiu a pressão de precisar vencer e, por isso, retrocedeu sua linha defensiva para tentar surpreender em um contra-ataque.
A partida foi bastante truncada até as substituições, e foi nesse momento que um time se destacou mais que o outro. Farioli decidiu inserir Mora para adicionar criatividade e fluidez ao jogo, juntamente com Fofana, que apareceu como opção de ataque na área, resultando no primeiro gol da partida, onde o FC Porto foi mais merecedor nesse período. No entanto, a reação foi visível e é nesse contexto que o Sporting mostrou seu melhor momento, com Trincão avançando para a direita no ataque, trazendo imprevisibilidade e capacidade decisória a partir dessa variação de jogo.
Em resumo, o Porto não mudou sua essência e continuou a se comportar de forma conhecida, previsível, mas difícil de ser neutralizada devido ao vigor, à qualidade, à velocidade e à intensidade que o Dragão agrega à equipa. Por outro lado, fica a dúvida: e se Trincão atuasse com mais frequência na faixa central-direita do ataque, qual seria o impacto no jogo?
O resultado é justo, com poucas oportunidades: ambas as equipas priorizaram não perder, e a alternância no controle dos momentos da partida resulta em um resultado sincero, que favorece mais quem está na frente.







