O exercício ‘Celulex’, promovido pelo Exército Português e realizado anualmente desde 2012 no contexto da NATO, tem demonstrado “uma crescente atratividade” entre países aliados, conforme informado por aquele ramo das Forças Armadas.
Em nota oficial, o Exército comunicou que o objetivo do exercício é “testar, treinar e reforçar a interoperabilidade do elemento de defesa biológica, química e radiológica” (ElDefBQR), em colaboração com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e outras entidades nacionais.
De acordo com o Exército, a atividade busca preparar a resposta a incidentes e acidentes envolvendo agentes biológicos, químicos e radiológicos, incluindo situações com explosivos.
A escolha da região do Médio Tejo, situada no distrito de Santarém, deve-se a “motivos estratégicos, geográficos e de segurança”, devido à presença de “infraestruturas sensíveis, unidades de saúde, proximidade à central nuclear de Almaraz, densidade populacional e importantes vias de comunicação”, tanto rodoviárias quanto ferroviárias.
O exercício Celulex será conduzido a partir do Regimento de Engenharia Nº 1, localizado no Polígono Militar de Tancos, em Vila Nova da Barquinha, e desenvolverá três cenários principais, com ações de resposta a diferentes situações.
Os três cenários previstos incluem: um incidente biológico na barragem de Castelo de Bode, a liberação de um agente nervoso em uma carruagem da Comboios de Portugal nos estaleiros do Entroncamento, e a aterragem emergencial de uma aeronave transportando fontes radiológicas no Aeródromo Militar de Tancos.
Além disso, conforme o Exército, está programado para o último dia do exercício um cenário adicional na Escola D. Maria II, em Vila Nova da Barquinha, destinado à “demonstração das capacidades” do ramo militar e à “divulgação do trabalho do Exército e das entidades participantes junto de jovens entre 10 e 18 anos, incentivando o interesse pela proteção civil e temas relacionados à defesa BQR”.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a Polícia Judiciária, GNR, PSP, ULS Médio Tejo, Agência Portuguesa do Ambiente, Instituto Superior Técnico, e o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses estão entre as mais de 20 entidades nacionais que participarão neste exercício, conforme revelou o porta-voz do Exército à Lusa.
O exército espanhol fará parte do exercício através da Companhia da Brigada de Extremadura, enquanto o exército francês enviará observadores, conforme partes envolvidas anunciaram.
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