Marisa Matias proporcionou uma atualização sobre a situação dos quatro cidadãos portugueses detidos pelas forças israelitas, integrantes da flotilha humanitária com destino a Gaza.
Durante um evento de campanha em Condeixa-a-Nova, a deputada do Bloco de Esquerda, que está a substituir Mariana Mortágua — também detida em Israel — revelou que havia recebido um telefonema de um departamento governamental.
“Lamentavelmente, não há muitas novidades”, expressou, mencionando que as “autoridades israelitas continuam a agir como sempre, sem consequências”.
Conforme declarou Marisa Matias, está a ocorrer uma aproximação da embaixadora de Portugal em Israel ao centro de detenção para tentar entrar em contato com os detidos e… pouco mais.
“É muito alarmante, especialmente para as famílias”, avaliou, sublinhando que “essas pessoas estão detidas há tanto tempo sem possibilidade de comunicação”.
“Não é aceitável que haja pessoas detidas que não consigam ligar para suas famílias. Em qualquer lugar do mundo isso é permitido”, reforçou, demandando que o “governo exerça pressão para que haja contato e informações sobre os cidadãos portugueses. Precisamos saber se as quatro pessoas estão bem”.
Marisa Matias ainda expressou sua preocupação ao notar que Itália e Espanha já conseguiram contatar seus cidadãos, enquanto “do nosso lado, ainda não houve nenhum contato”.
Portugueses detidos desde a última quarta-feira
Recorde-se que a ação para interromper a flotilha começou na quarta-feira e envolveu a interseção de aproximadamente 50 embarcações.
Entre os detidos da flotilha, constam três portugueses: a líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício e o ativista Miguel Duarte.
Um quarto português, Diogo Chaves, também estava na flotilha, conforme anunciado ontem pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa.
Além disso, foram presos 30 cidadãos espanhóis, 22 italianos, 21 turcos, 12 malaios, 11 tunisinos, 11 brasileiros e 10 franceses, assim como pessoas de nacionalidade americana, britânica, alemã, mexicana e colombiana, entre outros.
Ativistas da flotilha levados para prisão no sul de Israel
A equipe jurídica que apoia a Flotilha Global Sumud informou que os 473 tripulantes das embarcações detidos pelas forças navais israelitas foram transferidos para uma penitenciária no deserto de Negev, no sul de Israel.
Loubna Yuma, advogada da Adalah, a equipe jurídica da flotilha, comentou à agência EFE que os ativistas foram levados para a prisão de Saharonim, de onde provavelmente serão deportados para seus países de origem.
Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Itália revelou que o governo israelita planeja repatriar todos os tripulantes da flotilha “por meio de uma única medida de deportação forçada”.
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