Homem preso em Algés após anos atormentando avós com quem morava

Homem preso em Algés após anos atormentando avós com quem morava


Em nota divulgada, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP informa que a detenção ocorreu por volta das 12:30 na freguesia de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada-Dafundo, no concelho de Oeiras, no distrito de Lisboa, em execução de um mandado de detenção emitido pela Autoridade Judiciária.

Na referida nota, a PSP salienta que os acontecimentos sob investigação “referem-se a um intervalo prolongado”, sublinhando que a avó do suspeito apresenta um diagnóstico de demência e está a ser tratada para depressão, enquanto o avô tem dificuldade de locomoção e má audição.

O indivíduo já foi apresentado a um 1º interrogatório judicial, onde lhe foi imposta a medida de coação de proibição de contacto com as vítimas de qualquer forma, incluindo por telefone, restrição de permanência na residência e obrigatoriedade de apresentações semanais às autoridades.

Este homem, que depende financeiramente das vítimas, reside com os avós desde os 18 anos e é descrito pela PSP como “um consumidor habitual de substâncias ilícitas e bebidas alcoólicas”.

Conforme a polícia, o homem exigia, “de forma reiterada”, dinheiro à avó “para sustentar os seus vícios, utilizando intimidações, ofensas verbais e ameaças explícitas”.

“Face à recusa da ofendida em satisfazer as exigências, o suspeito intensificava a violência, já tendo lançado objetos contra os avós, causando dor e sofrimento físico”, detalha a nota da PSP.

Adicionalmente, em momentos em que os avós estavam ausentes, o suspeito chegou a vender diversos eletrodomésticos e itens domésticos para adquirir drogas, resultando em perdas financeiras consideráveis.

O comportamento persistente do neto forçou a avó a adotar medidas de proteção, como dormir com a bolsa ao seu lado para evitar que ele lhe tomasse dinheiro, complementa o comunicado.

“Essa situação gerou um desgaste psicológico nas vítimas, que relataram sentir um medo constante pela sua segurança e solicitaram medidas urgentes de afastamento e proteção através de teleassistência”, ressalta também a nota da PSP.

Com base nas evidências coletadas, que incluem testemunhos das vítimas, registos fotográficos dos danos causados na habitação e antecedentes criminais do processado, as autoridades consideraram que a detenção era uma “medida essencial para garantir a integridade física e psicológica dos ofendidos e prevenir a continuidade da atividade criminosa”.

Leia Também: Circulação retomada na Linha de Cascais após atropelamento mortal

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *