Vítimas de Abuso Sexual na Igreja Protestam no Sábado Junto ao Parlamento

Vítimas de Abuso Sexual na Igreja Protestam no Sábado Junto ao Parlamento


Em declarações à Lusa, Antónimo Grosso, integrante da Coraçã Silenciado, mencionou que a comissão de compensações financeiras para as vítimas de abuso sexual deveria ter iniciado suas atividades no dia 1º de setembro e, embora a CEP tenha anunciado hoje que a comissão começará a funcionar ainda neste mês, “não se sabe quando estará completa, porque é composta por sete elementos”.

A CEP informou hoje que, até agora, aprovou 77 dos 84 pedidos de compensação financeira que recebeu e que a comissão responsável pela definição da compensação entrará em funcionamento ainda em setembro e será formada por sete juristas, incluindo advogados e juízes desembargadores.

Além disso, António Grosso destacou que ainda não é conhecido o montante disponível para compensar as vítimas, quais seriam os valores mínimos e máximos, nem quantos níveis de compensação existirão, referindo-se à “falta de transparência” por parte da CEP.

Em comunicado, a CEP anunciou que “o pagamento das compensações financeiras será realizado com auxílio de um fundo da Conferência Episcopal Portuguesa, cuja criação está em andamento, e que contará com a contribuição solidária das Dioceses e Institutos de Vida Consagrada”.

O membro da associação Coraçã Silenciado também criticou a CEP em relação ao processo de entrevistas com as vítimas, que ao longo dos últimos meses recordaram os abusos sexuais que sofreram, considerando que foi “um processo de revitimização muito difícil”.

Um protesto está programado para ocorrer em frente à Assembleia da República, criticando a “atitude inerte” do Estado português, “pelo fato de não ter tomado nenhuma iniciativa ou promovido nada relevante sobre este assunto”, acrescentou António Grosso.

Além de afirmar que tanto o parlamento quanto o Governo “nada fizeram”, a Associação Coraçã Silenciado também chamou atenção para a necessidade de modificar os prazos de prescrição em relação a crimes de abuso sexual contra menores, enfatizando que “o sofrimento e o trauma não prescrevem”.

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