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Foi mais um daqueles jogos que em Alvalade deixa os adeptos em tensão. Muito empenho em campo, poucas oportunidades claras e a sensação de que o gol só poderia acontecer no fim. O Sporting conseguiu uma vitória sobre o Famalicão por 1-0 na 22ª jornada da Primeira Liga, com o jogo a ser decidido aos 82 minutos por Daniel Bragança, novamente através de uma bola parada.
Desde o início da partida, ficou evidente que a tarefa não seria fácil. O Sporting dominou a posse de bola, fez muitos cruzamentos, gerou diversos cantos e persistiu, mas sempre faltava aquele passe decisivo. O Famalicão, que se mostrou sólido e bem organizado, estava posicionado no meio-campo e dificultou a vida à equipa comandada por Rui Borges.
O jogo parecia destinado a um empate, com pouco brilho no ataque, escassas oportunidades de gol e muita luta pelo meio-campo.
Quando já se pensava que o empate estava à vista, aconteceu o momento que desatou a ansiedade a favor do Sporting. Após uma sequência de cantos, Daniel Bragança elevou-se na área e cabeceou para dentro, assegurando a vitória e os três pontos conquistados.
Nem todos os dias um médio entra do banco para decidir um jogo com um cabeceio, e ainda por cima em um momento tão crucial. Essa jogada acabou por representar a persistência e a paciência que o Sporting teve que ter para alcançar a vitória.
Apesar da derrota, o Famalicão deixa Alvalade com a sensação de dever cumprido até aos 82 minutos. A formação visitante pressionou bem, não ofereceu grandes oportunidades claras no jogo aberto e até conseguiu limitar várias transições do Sporting.
Com este resultado, o Sporting permanece na segunda posição da tabela, logo atrás do líder FC Porto, mantendo a pressão sobre os dragões. Contudo, a forma como a vitória foi conquistada levanta mais uma vez dúvidas sobre a eficácia ofensiva dos leões durante longos períodos de jogo.
Retornando a uma expressão que tem sido recorrente nas últimas semanas, os 82 minutos tornaram-se os novos 90+ para o Sporting. É quase uma maré desta temporada, onde a equipa luta, insiste, pressiona e só realmente acorda no último quarto de hora para garantir vitórias ou evitar empates.







