O apuramento dos resultados da segunda volta do sufrágio para a eleição do Presidente da República no concelho de Gondomar foi concluído. Realizado no último domingo, dia 8, foram contabilizados 88.878 votos, com uma taxa de participação de 61,01%. António José Seguro recebeu 58.954 votos (66,33%), enquanto André Ventura obteve 25.680 votos (28,89%).
Além disso, foram registrados 2.631 votos em branco (2,96%) e 1.613 votos nulos (1,81%). A abstenção atingiu 56.811 eleitores (38,99%). Na primeira volta, ocorrida em 18 de janeiro, haviam sido contabilizados 93.164 votos no concelho.
O processo de apuramento da segunda volta, que se finalizou na segunda-feira, dia 9, marca a conclusão de um ciclo que teve início em dezembro de 2025. Essa etapa foi realizada em colaboração com a Administração Eleitoral da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, mobilizando de forma contínua serviços municipais, juntas de freguesia, forças de segurança e outras entidades responsáveis pelo processo eleitoral, envolvendo aproximadamente uma centena de profissionais.
As Eleições Presidenciais de 2026 aconteceram em um contexto bastante desafiador, caracterizado por um ciclo quase contínuo de processos eleitorais, que incluiu as eleições para o Parlamento Europeu em 2024, as eleições legislativas e autárquicas de 2025 e, por fim, as Presidenciais de 2026, que contaram com duas voltas.
No que diz respeito às Presidenciais, a preparação do processo seguiu um calendário rígido estabelecido pela Administração Eleitoral, com a organização do concelho em freguesias e a formação das respectivas mesas de votação, englobando 158 secções distribuídas entre as sete freguesias.
A coordenação geral desse dispositivo foi liderada pelo Núcleo dos Órgãos Autárquicos da Câmara Municipal de Gondomar, sob a direção de Maria do Céu Santos, que possui mais de 30 anos de experiência na organização de eventos eleitorais. Este núcleo assegurou a articulação entre os serviços municipais, juntas de freguesia e entidades externas ao longo de todo o processo. Além disso, elaborou documentação de apoio e formação para os membros das mesas de voto, com orientações práticas e procedimentos operacionais, visando garantir a uniformidade, rigor e bom funcionamento dos atos eleitorais.
Um dos momentos críticos do processo foi o voto antecipado, realizado em 11 de janeiro na primeira volta e em 1 de fevereiro na segunda. Em cada uma dessas datas, estiveram disponíveis 12 mesas de votação antecipada, localizadas em quatro pontos do concelho: Fânzeres, Foz do Sousa, São Cosme e Rio Tinto.
O voto antecipado em mobilidade, introduzido em Gondomar nas Presidenciais de 2021, trouxe exigências adicionais, uma vez que o número final de eleitores só é conhecido na véspera, exigindo a impressão urgente dos cadernos de recenseamento e a preparação e transporte dos boletins no dia das eleições. Esses votos são contabilizados apenas no dia oficial da votação, tendo na segunda volta sido constatada uma duplicação no número de votos em relação ao primeiro sufrágio.
No dia da eleição, cada mesa de voto, composta por cinco integrantes, pode ser constituída apenas às 8h00. O trabalho começa mais cedo, com a preparação das salas, verificação de materiais, contagem dos boletins e afixação dos editais correspondentes.
Após o fechamento das urnas, inicia-se o processo de contagem e registro dos votos, seguido do envio da documentação eleitoral para a Câmara Municipal de Gondomar. Na mesma noite eleitoral, dia 8, os 158 envelopes eleitorais do concelho, que continham as atas, os cadernos de recenseamento e os votos nulos, foram encaminhados para a Assembleia de Apuramento Geral, que nesta ocasião teve lugar no Arquivo Municipal de Vila Nova de Gaia. Na manhã de segunda-feira, dia 9, os boletins de voto foram entregues ao Tribunal de Gondomar.
O ato de votação transcorria de forma normal em todas as assembleias de voto do concelho, refletindo o compromisso cívico dos eleitores e o profissionalismo das equipes envolvidas. A Câmara Municipal de Gondomar expressa gratidão aos membros das mesas de voto, funcionários municipais, motoristas, presidentes de junta e seus colaboradores, assim como à Polícia Municipal e às forças de segurança, PSP e GNR, cujo trabalho foi fundamental para assegurar a precisão, transparência e confiança no processo eleitoral.







