“Portugal está e continuará a apoiar a Moldova”, afirmou o chefe do Governo português em uma mensagem compartilhada na rede social X.
Luís Montenegro enfatizou que os cidadãos da Moldova manifestaram-se de forma inequívoca e que “a vontade livre do povo em optar pelo caminho europeu superou as pressões e tentativas de intromissão”.
O partido pro-europeu Partido da Solidariedade e Ação (PAS) obteve mais de 50% dos votos, garantindo a maioria absoluta no parlamento, à frente do Bloco Patriótico pro-Rússia, que conquistou menos de 25% dos votos.
Os eleitores da Moldova pronunciaram-se de forma clara. A vontade livre do povo em escolher o caminho europeu venceu as pressões e tentativas de ingerência. Portugal está e continuará a estar ao lado da Moldova.
— Luís Montenegro (@LMontenegro_PT) 29 de setembro de 2025
Com a finalização da contagem dos votos nas eleições legislativas, agora cabe à Presidente da Moldova nomear um primeiro-ministro do PAS, que formará um governo sem a necessidade de alianças.
A chefe da missão de observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Paula Cardoso, afirmou hoje que as eleições legislativas na Moldova foram marcadas por sérias interferências da Rússia, incluindo financiamentos ilícitos, ciberataques e uma disseminação generalizada de desinformação.
“Todas as interferências vieram da Rússia, desde o financiamento ilícito através de redes de fachada até as campanhas incessantes de desinformação que minaram a confiança pública e causaram incidentes de cibersegurança projetados para gerar caos”, destacou, em uma coletiva de imprensa ao apresentar as conclusões dos observadores da missão.
O Kremlin, por sua vez, acusou a Moldova de impedir “centenas de milhares” de cidadãos moldavos que residem na Rússia de votarem nas eleições que resultaram na vitória do PAS, pró-europeu.
Para Maia Sandu, Presidente da Moldova, o sucesso do partido pró-europeu nas eleições de domingo representa “um forte mandato para o processo de adesão” do país à União Europeia (UE).
“Mostramos ao mundo que somos audaciosos e dignos, que não nos deixamos intimidar”, declarou em uma coletiva de imprensa, referindo-se às alegações de interferência russa nas eleições.
Com uma população de 2,4 milhões de habitantes, a Moldova tem enfrentado diversas crises desde a invasão russa da Ucrânia em 2022, colocando em risco o governo pró-europeu de Chisinau, que vê a adesão ao bloco europeu como crucial para escapar da influência de Moscovo.
Aproximadamente vinte partidos e candidatos independentes se candidataram às eleições, que preencherão 101 assentos no parlamento.
Em 2021, o PAS conquistou 52,8% dos votos, em comparação a 27,2% do Bloco dos Socialistas e Comunistas.
DMC (JH/MBA/PMC) // RBF
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