Uma agressão, confirmada à Lusa pela Universidade Católica Portuguesa (UCP) e por uma fonte da PSP, ocorreu por volta das 22h30, dentro do estabelecimento de ensino superior, quando um dos quatro supostos agressores importunou a namorada do estudante, um episódio que, segundo uma fonte próxima da família da vítima, levou à agressão.
Segundo a mesma fonte, o estudante, ao tentar proteger a namorada, foi surpreendido por um segundo agressor que lhe aplicou um “mata-leão” (técnica de estrangulamento), e logo em seguida, foi atingido por um soco de um terceiro indivíduo, que o deixou inconsciente.
Já caído no chão, a vítima foi agredida com chutes na cabeça, de forma brutal e desmedida, pelos quatro jovens, segundo uma nota enviada por uma fonte próxima da família.
Como não havia segurança no local, foram outros estudantes presentes no evento que, de acordo com a mesma fonte, intervieram e conseguiram deter os agressores.
A vítima foi imediatamente levada para a Unidade de Saúde Local de Matosinhos, onde foram diagnosticadas fraturas faciais e graves lesões oculares.
A PSP não foi acionada no momento da agressão, mas a vítima já prestou queixa às autoridades e passou por perícias no Instituto de Medicina Legal na sexta-feira.
Embora a vítima e os agressores não se conhecessem, foi possível identificar dois dos quatro agressores, conforme indicado na nota divulgada hoje, que classifica o ataque “como um ato de violência gratuita e desproporcional.”
A família, a vítima e os amigos, conforme a mesma fonte, aguardam por desenvolvimentos na investigação e esperam que a Universidade Católica Portuguesa e a Associação de Estudantes “tomem providências para evitar que esse episódio se repita.”
Interpelada sobre os acontecimentos de quarta-feira, a UCP confirmou ter conhecimento dos fatos, tendo “encaminhado o assunto para as autoridades policiais competentes” e iniciado, simultaneamente, um processo de averiguação interno.
“A Universidade condena qualquer ato de violência e reafirma que seu campus conta com segurança permanente. Estamos monitorizando a situação para garantir a colaboração com as autoridades e a apuração dos fatos. Reiteramos nossa solidariedade com nosso aluno e já manifestamos à família nossa disposição para a colaboração necessária”, afirmou a Católica em resposta à Lusa.
A instituição não esclarece, no entanto, se novas medidas de segurança foram implementadas após este episódio de violência, limitando-se a informar, quando questionada, que “o campus conta com segurança permanente.” Contudo, de acordo com uma fonte próxima da família da vítima, a segurança do campus não apareceu ou interveio durante as agressões.
Em contato com a Lusa, uma fonte da PSP confirmou que um inquérito foi aberto, e dois dos quatro suspeitos já foram identificados após a queixa apresentada pela vítima.
Até o presente momento, a PSP não tem registro de qualquer queixa ou comunicação por parte da instituição de ensino superior.
Em relação ao ocorrido, a Associação de Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa (AEFDUCP) declarou que não compactua, nem tolera qualquer ato de violência, afirmando que está acompanhando a situação de perto, colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos e trabalhando em conjunto com a direção da UCP no âmbito do processo interno.
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