MP acusa dois homens de assaltos a bancos que totalizaram 548 mil euros

MP acusa dois homens de assaltos a bancos que totalizaram 548 mil euros


Numa nota divulgada no site da Procuradoria-Geral Regional de Évora, o Ministério Público (MP) informou que os indivíduos foram acusados de terem cometido sete crimes de roubo à mão armada, 10 de sequestro, 32 de falsificação de documentos e um de branqueamento de capitais.

Conforme o MP, os atos criminosos ocorreram entre julho de 2023 e abril deste ano em várias localidades, incluindo Vendas Novas e Alcáçovas (distrito de Évora), Castro Verde (Beja), Águas de Moura (Setúbal), Lourinhã (Lisboa) e Estoi, no Algarve.

“O esquema delituoso consistia em se dirigirem a agências bancárias, durante o horário de funcionamento, e, exibindo armas, atacavam funcionários e clientes presentes, ameaçando-os e forçando-os a entregar dinheiro”, ficou sabido.

O MP destacou que os réus, que estão atualmente presos preventivamente, também forçavam funcionários e clientes dos bancos “a permanecerem no local contra sua vontade, alguns sendo amarrados e/ou trancados nos compartimentos das máquinas ATM”.

Salientando que os acusados, de nacionalidade brasileira, “não possuem qualquer ligação a Portugal”, o MP esclareceu que ambos se deslocavam “apenas pelo tempo necessário para a prática dos crimes, sendo que um deles utilizou identidade falsa”.

“Os assaltos trouxeram aos acusados aproximadamente 548 mil euros”, declarou, lembrando que, quando foram detidos em abril passado, “possuíam cerca de 61 mil euros em moeda, oriundos do último assalto realizado em 07 de abril de 2025”, acrescentou.

Segundo o MP, no referido dia, além do dinheiro, também estavam em posse de uma arma utilizada naquele assalto, assim como passaportes e documentos de identificação falsificados.

Na acusação, o Ministério Público requereu a condenação dos réus a pagarem, a título de perda de vantagens obtidas pelos crimes, a totalidade de 486 mil euros, que representa a diferença entre o montante subtraído nos assaltos e o valor recuperado.

Um dos réus, conforme o MP, é acusado de reincidência, uma vez que possui “um extenso histórico criminal”, tendo sido condenado em 2012 a 12 anos de prisão e, novamente em 2019, a 19 anos e 11 meses, pelos mesmos tipos de delitos.

“E, apesar de ter sido entregue às autoridades brasileiras em 2022 para o cumprimento da pena, conseguiu retornar a Portugal, onde entrou, pouco mais de um ano depois, iniciando uma nova onda de assaltos”, acrescentou.

A investigação foi conduzida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Évora, com o apoio da Polícia Judiciária (PJ).

Atualmente, está em vigor o prazo para a abertura da instrução, após o qual, se não for solicitada, o processo seguirá para julgamento.

Leia Também: Versace vai mesmo ser comprada pela Prada. Comissão Europeia deu ‘ok’

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *