Manifestantes pró

Manifestantes pró


Pouco depois do fechamento do tráfego na praça em frente ao Teatro Municipal Rivoli, ocorrido entre as 20h00 e as 22h10, um grupo de manifestantes que permanece na rua dirigiu-se aos Aliados, onde inicialmente bloquearam uma das vias da avenida, e posteriormente, a outra, na interseção com a Rua Elísio de Melo.

Na praça, foram ouvidos gritos de protesto com frases como “Viva a luta do povo palestino, Israel é um Estado assassino” e clamor popular como “Palestina Livre” e “Parem o genocídio”, que continuaram ao longo dos Aliados.

Entre as aproximadamente mil pessoas que participaram da manifestação na Praça D. João I, destacavam-se várias bandeiras da Palestina e cartazes exigindo liberdade para os membros dos barcos que foram interceptados na Flotilha Global Sumud, incluindo Mariana Mortágua e Sofia Aparício.

Após bloquear o tráfego, os manifestantes iniciaram, de maneira espontânea, uma marcha ao longo da Rua de Passos Manuel, fazendo paradas nos semáforos e continuando a obstruir a circulação de veículos.

A Flotilha Global Sumud, quase completamente desmantelada com mais de 90% de seus integrantes detidos — 443 de um total de 500 — pelas forças israelenses, mantém apenas o barco de apoio jurídico “Summertime” no Mediterrâneo, após a interceptação da maioria das embarcações que se aproximavam de Gaza.

Entre os detidos pelas autoridades israelenses, estão quatro cidadãos portugueses: a líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício, e os ativistas Miguel Duarte e Diogo Chaves.

O conflito atual em Gaza teve início com os ataques contra Israel, liderados pelo grupo extremista palestino Hamas no dia 7 de outubro de 2023, que resultaram em aproximadamente 1.200 mortos e mais de duzentos reféns.

A retaliação de Israel já causou mais de 66 mil mortes, a destruição quase total das infraestruturas em Gaza e o deslocamento forçado de centenas de milhares de pessoas.

Além disso, Israel impôs um bloqueio à entrega de ajuda humanitária no enclave, onde cerca de 400 pessoas já faleceram devido à desnutrição e fome, a maioria crianças.

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