Amadora

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Os dados obtidos pela agência Lusa no portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS) revelam que, às 09h00 de hoje, não havia espera para os pacientes com pulseira amarela (casos urgentes).

Por outro lado, os pacientes com pulseira verde (casos pouco urgentes) enfrentam um tempo médio de espera de 1 hora e 46 minutos. No total, haviam 10 pacientes aguardando atendimento, sendo quatro deles classificados como urgentes.

O Hospital Amadora-Sintra admite que a pressão nas urgências tem aumentado devido à alta demanda, atendendo uma população de cerca de 600 mil pessoas, um terço das quais sem médico de família.

Além disso, mais de 20% dos internamentos na unidade são considerados sociais — casos de pacientes que, apesar de liberados, permanecem internados por falta de suporte social — complicando a admissão de novos pacientes na emergência, informou uma fonte do hospital à Lusa.

Para reduzir a sobrecarga e aprimorar o atendimento, o hospital planeja, até o final do ano, a implementação de um Centro de Responsabilidade Integrada (CRI) para Urgência, com equipes dedicadas, seguindo o modelo já aplicado em outras instituições, como o Hospital de São José.

No início deste ano, o Hospital Fernando Fonseca aderiu ao projeto nacional “Ligue Antes, Salve Vidas”, que encoraja os cidadãos a contatar a Linha SNS 24 antes de se dirigirem à urgência.

Essa iniciativa tem como objetivo diminuir a quantidade de atendimentos não urgentes, que, na época, correspondia a cerca de 55% dos casos.

A administração ressalta que continuam a ser feitos esforços para reorganizar os fluxos de atendimento e aumentar a capacidade de resposta, incluindo a criação, dentro do hospital, de uma unidade com 70 leitos destinados a internamentos sociais, liberando assim espaço para aqueles que realmente necessitam de cuidados hospitalares imediatos.

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